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Profissão: Roteirista

A escrita de um bom roteiro não envolve só saber escrever bem e entender as técnicas. Para entender melhor sobre a profissão e como funciona um pouco o dia a dia da área, o roteirista e jornalista Daniel Borges, 26, vai contar um pouco sobre como é ser roteirista.

Como é o dia a dia do roteirista?

“O dia a dia depende muito de qual categoria de obra está trabalhando; se é novela, documentário, séries e outros. Mas alguns pontos são em comum: dificilmente você vai ter uma rotina!”

“Nas séries, onde trabalhei, tínhamos muitas reuniões presenciais. Porém, na hora de escrever, de pegar o papel em branco e colocar ‘vida’ nele, cada roteirista escreveu sozinho, na sua casa ou escritório! Já era um modelo meio ‘híbrido’, antes do momento que estamos vivendo. É fundamental ter o próprio equipamento de trabalho.”

“Não é o tipo de trabalho para quem busca bater ponto entre 8 e 18 horas. É tudo muito intenso, tem momentos que aparecem demandas urgentes e deadlines para ontem. Tem dias que o prazo é para sábado à noite e tem segundas-feiras que você não vai ter nenhuma demanda. Não é fácil ter que estar sempre disponível!”

“Por último, é necessário saber trabalhar em equipe, com os produtores, o pessoal do casting, atores e muito mais, para que todo o ecossistema ocorra de maneira natural. Você sempre vai estar conectado, falando com pessoas que não são apenas da sala de roteiro. O projeto, na totalidade, é um processo bem legal, onde você e uma equipe vão criar uma história, personagens e também enredos para entreter o público.”


Como é o processo de criação?

“Uma loucura! Antes da escrita do roteiro, tem todo o planejamento da série com várias reuniões com a equipe. Depois, pensamos e escrevemos os principais acontecimentos a cada 2 ou 3 episódios, um pequeno arco que liga tais episódios.”

“Depois, você escreve o que vai acontecer em 2 ou 3 episódios, de forma detalhada, o que chamamos argumento e, logo em seguida, com mais detalhes, ações e expressões do personagem. Para, na próxima etapa, realizar a escrita do roteiro.”

“Em meio de todo o processo entre aprovar a ideia, escrever o argumento, escaleta e o roteiro, há vários ‘aprovado’ e ‘não aprovado’ com o canal/streaming, onde eles pedem alterações, para o conteúdo combinar com o canal.”

“Agora, vou desvendar um último mito. Dificilmente, um roteirista escreve um episódio inteiro sozinho. Claro, cada sala de roteiro tem uma dinâmica, mas para manter uma ‘unidade’ ou ‘padrão’, uma quantidade X de cenas para escrever cada roteiro é repassada para cada roteirista e, depois, o chefe da sala junta tudo em um episódio. Entretanto, no dia a dia, os chefes acabam direcionando as cenas que combinam com cada roteirista. Por exemplo, se temos uma personagem mulher de 30 anos, que quer ser blogueira, as cenas dela podem ser direcionadas para uma roteirista que entende do assunto.”


Quais são as maiores dificuldades da área?

“Entrar no mercado e continuar nele. Por ser ainda um meio fechado, é necessário ter contatos. É muito raro você ver no Brasil, oportunidades de roteiro de série no LinkedIn.”

“Outra dificuldade: você trabalha por obra/projeto; você tem que estar sempre indo atrás de novas oportunidades. O que também pode ser bom, pois proporciona a você uma liberdade.”

“Já no dia a dia, temos que nos desprender do nosso texto, pois é bem provável que em algum momento alguém faça alterações nele. O mesmo vale para ideias, onde você pensa em uma ideia incrível, mas depois sua ideia não é aprovada. É normal, acertamos e erramos.”


Qual sua sugestão para quem quer seguir na área?

“Você deve refletir para saber qual é o seu papel no audiovisual. O que você quer mudar, qual mensagem você quer passar para quem assiste.”

“Além disso, é necessário conhecer o seu público, para quem você fala. Você precisa ter noção de mundo, saber por exemplo, como uma pessoa pega ônibus em Salvador, reage a um ônibus lotado e, ao mesmo tempo, como é pegar o metrô na Sé em horário de rush.”

“Leia muito. Não apenas roteiros, mas todas as categorias de histórias! Saiba contar histórias de maneira interessante. Leia livros interessantes, como os livros do escritor Gabriel García Márquez. Cursos de roteiro também são válidos; o importante é ter prática!”

“Uma dica prática é bater nas portas das produtoras e se apresentar, mostrar o seu portfólio e suas boas ideias! Não esqueça, faça contatos!”

“Às vezes, você começa com roteiro de reality e depois migra para a dramaturgia. É uma área muito dinâmica, com várias oportunidades. Hoje em dia, existem vários formatos que necessitam de roteiristas/produtores de conteúdo, como reality shows e conteúdos especiais para TV/streaming, como programas de auditório.”


Autor:

Isabely Pignonato

Jornalista e Roteirista


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